Neste 7 de setembro, o Brasil celebra o marco de sua soberania. Mas, por trás do célebre grito às margens do rio Ipiranga, repousa um trabalho árduo, silencioso e decisivo: a inestimável contribuição da Maçonaria para a libertação da nossa Pátria.
A história da Independência do Brasil não pode ser contada de forma completa sem que se reconheça o papel fundamental da Ordem Maçônica. Muito antes de 1822, as Lojas Maçônicas já funcionavam como verdadeiros celeiros de ideias libertárias, onde homens de mentes iluminadas pelos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade planejavam o futuro de uma nação livre do jugo colonial.
Os Articuladores da Liberdade
Foi no ambiente seguro e fraterno das Lojas que se reuniram os principais artífices da nossa independência. Figuras proeminentes da nossa história, como Joaquim Gonçalves Ledo, José Clemente Pereira e José Bonifácio de Andrada e Silva (o Patriarca da Independência), utilizaram a estrutura e os ideais maçônicos para unificar o sentimento patriótico e orquestrar os movimentos políticos necessários.
A fundação do Grande Oriente Brasílico (hoje Grande Oriente do Brasil – G.·.O.·.B.·.), em 17 de junho de 1822, foi um passo político estratégico e definitivo para a separação de Portugal. A Maçonaria tornou-se o grande centro aglutinador das forças políticas da época.
O Príncipe Iniciado
O ápice dessa articulação ocorreu quando os maçons, compreendendo a necessidade de ter o líder da nação ao seu lado, iniciaram o Príncipe Regente, D. Pedro I, nos augustos mistérios da Ordem em 2 de agosto de 1822, na Loja Comércio e Artes. Adotando o nome histórico de Guatimozim, D. Pedro I logo foi elevado ao cargo de Grão-Mestre.
Cercado por irmãos que o aconselhavam e lhe davam sustentação política e moral, D. Pedro I encontrou a força e o respaldo necessários para, semanas depois, proclamar o Brasil como um império independente.
O Legado para o Presente
Hoje, ao olharmos para o pavilhão nacional tremulando ao vento, lembramos que as cores do Brasil estão intrinsecamente ligadas ao suor e à inteligência de maçons que nos precederam.
No entanto, a Maçonaria nos ensina que a verdadeira independência é uma obra contínua. Se ontem a luta era contra as correntes do colonialismo, hoje o nosso combate diário – armado com o Esquadro da retidão e o Compasso da justa medida – é contra a ignorância, a desigualdade, a corrupção e os vícios que ainda ameaçam a nossa sociedade.
A A.·.R.·.L.·.S.·. Cavaleiros de São João Batista nº 4.359 orgulha-se deste legado histórico e renova, neste 7 de Setembro, seu juramento de defesa da Pátria e da humanidade. Que o Grande Arquiteto do Universo continue iluminando o nosso país e guiando os passos de nossa Nação rumo à verdadeira Ordem e Progresso.
Viva o 7 de Setembro! Viva o Brasil! Viva a Maçonaria Universal!
Secretaria de Comunicação e Imprensa – A.R.L.S. Cavaleiros de São João Batista nº 4359 – GOB-SP
